22 julho 2009

Os meses que se seguiram


Os meses seguintes ao primeiro ipisodeo
de Diagnóstico e tratamento continuaram a ser muito difíceis, pois embora não tenha ficado com sequelas muito evidentes, ficaram algumas que talvez só eu poderia reconhecer, somando à certeza que mais cedo ou mais tarde tudo voltaria a acontecer o receio era constante, e por mais duas ou três vezes num espaço de poucos meses voltei a ser Internado. Agora, passados alguns anos tenho a duvida se esses Surtos seriam realmente um agravamento dos sintomas, ou a parte Psicológica a trabalhar para que assim fosse. Esta é uma dúvida para a qual nunca vou ter resposta, tendo embora a consciência que o bem estar Psicológico é Fundamental para a manutenção do bem estar Físico, bastando por exemplo que qualquer preocupação que impeça que eu durma as horas que necessito, façam com que o dia seguinte seja absolutamente diferente do Normal.
Aprendi assim a não valorizar pequenas coisas (físicas) porque normalmente acabam por passar ao fim de algumas horas ou dias, embora no meu caso possam também evoluir de forma tão lenta que depois já não sei bem quando começaram e como era antes de terem começado...

Doze anos de Em fizeram de mim o homem que sou hoje. Bom, Mau
Arrogante ou compreensivo, tudo em mim vai de mais a menos sem que me aperceba disso.
A EM já não é um Defeito,é pelo contrário algo que se tornou numa caracteristica própria, moldou-me e transformou-me contra a minha vontade em quase tudo, mas em alguns pontos contou sem dúvida com o meu consentimento, para não dizer aprovação!

Costumo dizer que tudo na vida chega a um ponto em que se torna permanente, incontornável e irreversível. neste caso, se fosse descoberta a Cura para a EM, muitas coisas iriam provavelmente permanecer exactamente iguais.
Não falo evidentemente da parte Física da doença, mas sim da parte Mental, no que diz respeito a feitio, maneira de estar, habituado a que tudo corra pelo melhor...bem vistas as coisas, estou acomodado, alterar isso seria o Ideal, uma Cura Perfeita!
Assumindo a EM como parte de mim, como seria eu sem EM?

Sem comentários: