Finalmente chegou o dia. Depois de tanto tempo a planear e imaginar como iria ser, chegou a "hora da verdade", o dia do nosso casamento.
É difícil para mim descrever o sentimento nesse dia, talvez por ser tão desejado, e ao mesmo tempo de alguma forma receado, apenas pela ideia errada de que algo poderia correr mal ou de forma diferente da esperada. Como poderia algo correr mal se todos fizeram o seu melhor para estar tudo como previsto?
Depois de uma noite mal dormida era hora de levantar, enfrentar o desconhecido, todos aqueles que nos são queridos com os olhos em nós...
São as pessoas que melhor nos conhecem, precisamente aquelas que não queremos desiludir.
De toda a cerimónia a recepção aos convidados foi o mais difícil, não só por ser o inicio de tudo, mas também por um sentimento que é um misto de orgulho e raiva, com um pouco de pena à mistura, somado ao desconhecido e à felicidade...enfim, uma mistura daquelas!
Orgulho pela minha mãe, que sósinha conseguiu proporcionar-me tudo o desejável.
Raiva e pena pelo meu pai, que sozinho conseguiu fazer precisamente o contrário.
Felicidade e nervosismo com fartura!
O Mosteiro dos Jerónimos é algo verdadeiramente grande e intimidador, mete respeito!
Depois do atraso da praxe, finalmente chega a Noiva! Aquele tempo que levou a percorrer os metros, da entrada até ao altar, foi interminável...Parecia em camera lenta!
Creio que esse é um momento verdadeiramente especial para a noiva, porventura aquele mais marcante de todo o casamento, certamente inesquecivel.
Passada a expectativa tudo parece fluir naturalmente, a felicidade passa a dominar e inibe qualquer sentimento de receio ou insegurança e voltamos a ser nós...
01 de Setembro de 2001 foi o dia escolhido para oficializar uma relação há muito consolidada, que tinha sido posta em causa uma única vez, ainda que por breves instantes, pela EM.
Pude assim confirmar que o Amor, quando verdadeiro é muito mais forte que qualquer imprevisto.
07 outubro 2009
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